Fórum Econômico Mundial busca modelos para reformar o capitalismo


Urandir Fernandes - Forum Economico Mundial

O tema do Fórum Mundial Econômico desse ano é “A grande transformação – criando novos modelos”. O presidente do Fórum, Klaus Schwab, que fundou o encontro em 1971, fala de uma “Síndrome de Burnout global” diante da crise da dívida e da situação de alerta na economia mundial. Nesse sentido, Davos  na Suiça deverá debater alternativas ao modelo anglo-saxão de capitalismo. Assim, não é de se estranhar que neste ano também os críticos do capitalismo tenham lugar em Davos: o movimento Occupy construiu uma vila de iglus para protestar e alertar contra o sistema econômico dominante. A iniciativa partiu da comunidade local, para apagar um pouco a imagem de “fortaleza dos ricos” que o Fórum dá a Davos.
Temas abundantes
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel abriu o evento.A política econômica alemã se mostrou eficiente apesar – ou por causa – do limite de endividamento previsto em lei. Outros países priorizaram o crescimento através de dívidas e acabaram numa situação desastrosa.
No entanto, o modelo alemão é visto com respeito, mas não com simpatia. Há dúvidas se ele pode ser aplicado em outros países, e há quem defenda programas de estímulo econômico financiados com crédito, ou seja, criando mais dívidas.
Os 2.600 participantes, entre eles 40 chefes de Estado e de governo e 1.600 empresários, terão muito o que discutir em Davos em 2012. O bilionário George Soros, que na condição de especulador já apostou contra a libra esterlina, foi visto num modesto restaurante da cidade. Nesta quarta-feira ele fará sua avaliação sobre a crise do euro. Mas antes muita neve ainda precisa ser removida das ruas, para que os participantes possam chegar até o local do encontro.
No discurso de abertura, Merkel nesta quartra-feira (25), Merkel  rechaçou críticas e diz que país não faz promessas “que não pode cumprir”. Crise da dívida na Europa será um dos principais temas do encontro.Ela reforçou sua posição contrária à ampliação do fundo europeu permanente de resgate para tentar ajudar os países afetados pela crise da dívida na zona do euro.
Merkel defendeu que não é preciso dobrar, nem mesmo triplicar, o montante previsto para o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) para ajudar os Estados do bloco europeu mais afetados pela crise.
A chanceler  ressaltou que muitos acreditam que a Alemanha, por apresentar uma economia especialmente forte, poderia suportar a pressão de um maior repasse de recursos ao fundo.
“Na Alemanha não falamos que não queremos ser solidários. Mas o que não queremos é uma situação em que prometemos alguma coisa e que no final não podemos cumprir”, afirmou a chanceler federal. “Se a Alemanha, como representante de todos os países europeus, promete algo, que sob intensos ataques do mercado depois não consegue realizar, então a Europa fica exposta”.(Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15690780,00.html)

Originally posted 2012-03-05 09:25:09. Republished by Blog Post Promoter